Término de namoro nunca foi e nunca será uma situação agradável.
TANTO PARA O TERMINANDO
QUANTO PARA O TERMINADO
Nesse caso eu é quem levei o fora, dessa vez eu fui o terminado dessa situação.
(...).
Saindo da casa de João eu de fato estava sem chão, fitei um relacionamento, e fiz planos, mas que se foram.
MAS NEM TUDO ESTAVA PERDIDO.
Estava a caminho de casa, tudo o que queria era trancar-me em meu quarto. As lágrimas insistiam em cair e eu as voltava pro lugar de onde vinham. Eu seria incapaz de chorar na frente dos outros, por mais vazia que estava aquela rua, chorar na frente de alguém me deixaria pior do que eu estivera naquela noite.
Odeio que sintam pena de mim, e o choro traz esse sentimento para os espectadores. Queria de qualquer forma minha casa, minha cama, e trocar lágrimas com meu tão velho travesseiro. Ele sim não sentiria pena de mim.
Acabo de sair da porta de João, três minutos andando, pensando em como seria o dia de amanhã, em como conseguiria dar a volta por cima, e me envolver com outra pessoa. Esses sentimentos me atormentaram até que um carro sport vem se aproximando de mim, a minha atenção se virou para o carro. Ao tempo que me assustava, me deixara curioso, era uma imensa curiosidade que não cabia em mim . Eram quase 00:00 hrs e não havia carros na rua. Eu avistava uma ou duas pessoas bem de longe. Não me contive de curiosidade e olhei para o meu lado esquerdo. Quando olhei o vidro estava descendo no automático, até que eu percebera que o motorista era um homem com um tom de pele praia e um sorriso sol da praia, o sorriso brilhava, senti-me espectador de uma filmagem de um comercial para creme dental.
O carro estava parando, e eu não parava de andar, meus passos estavam lentos e o carro se movimentava ao meu ritmo, lento. Até que eu disse com o maior medo que pudesse existir na face da terra.
- Oi
- Olá garoto, o que faz essa hora da noite um rostinho tão lindo quanto o seu? - A voz era linda, grossa e sutil.
- Estou a procura de garotos que essa hora da noite estejam interessados em pagar R$ 150,00 reais para levar esse rostinho bonito para suas casas, e de bônus ainda prometo tirar a roupa. -Disse essa frase encostando-me em sua porta, mordia os lábios, mas não para expor-me sexy, mas sim porque me sentira nervoso. Não sei porque eu disse aquilo, não pensei. Só falei.
- Então pelo bônus eu pago R$ 300,00.
Eu abri a porta. Entrei e disse:
- Combinado. Seu nome é?
- Nico.
- Prazer, Gustavo.
Não acreditava no que eu acabara de me submeter, me portei como um prestativo profissional do sexo. Pensei: Estou me prostituindo, é isso?
Bem, mas nada me deixara dezistir do que estava preste a fazer. Precisava de um consolo, e nessa noite eu sabia que meu travesseiro iria dormir sozinho, e sem minhas lágrimas. O mais cômico era a beleza do homem que estava ao meu lado, o homem pra quem "prestaria serviços" aparentemente não precisava usar dinheiro para ter rostinhos bonitos e corpos atraentes ao seu lado. Aquilo me instigava.
TO BE CONTINUE...
terça-feira, 10 de novembro de 2009
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