segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Menino de Pijama Listrado


Tentei mudar a compostura de minha irmã. Na verdade tentei mostrar o caminho. Não fiz disso obrigação. Ela é igual a tudo e todos.



Eu prezo a diferença, aflorar a essência.

Pensar e de alguma forma se expressar. Fugir dessa alienação. Fugir dessa ideologia que nem temos culpa de ter. Alguns conseguem se esquivar. Outros nem conseguem perceber sua própria ação.



"Eu sou assim".

Frase clichê.



Medo de arriscar uma mudança, medo dos outros olhos. Medo das outras bocas. Medo das mãos deles.



Medo, puro medo.



Por meio de uma ideologia que nos obrigaram a acreditar, hoje sou um alienado ainda. Fujo desse universo que não pertence a minha geração. Como diz meu amigo Thiago Cohen, temos que desconstruir o que nos fizeram acreditar sem opção. O que foi dito, foi absorvido. "Vale", "Não vale", "Pode", "Não pode", "È certo", "È errado". Desconstruiremos e então partiremos para o princípio. Com bom senso, claro.



Queria um mundo com respeito, educação e amor. Respeitando uns aos outros. Mesmo com suas diferenças.



Mas, como se faz isso?



Talvez o que acabo de escrever seja uma ideologia, na verdade é. Porém, modéstia. Acredito que há fundamento.



IDEOLOGIA: Ciência das idéias. Conjunto de idéias, crenças, tradições, princípios e mitos sustentados por um indivíduo ou grupo social, de uma época, de uma sociedade.



ALIENAÇÃO: Afastamento, alheamento. Transferência de um bem ou direito para outra pessoa. Indiferença ás questões políticas ou sociais. Loucura, perda da razão.

Nos extras do filme "O menino de pijama listrado", muito bom por sinal. Representa bastante o que escrevi. A cena mostra um grupo de crianças. Todos felizes e correndo (simbolizam uma brincadeira utilizando os braços). Por viverem na era Hitler os Judeus eram absurdamente discriminados como se sabe pela história.

Uma das crianças, estando a frente dos outros, pára de correr e segura os outros. Ao verem um homem diferente de seus universos, um "judeu" todos se afastam. Levando Bruno consigo para o extremo do tal homem, Bruno é um garoto estremamente ingênuo.

Daí então parte os comentários:

Bruno: Quê. (O que está acontecendo?)
Amigo¹: Não quer ter dienteria, quer?
Disenteria. Diarréia.
È o que se pega deles, e lepra também.

Outro amigo, que parece assustado pergunta.
Amigo²: Tem mais uma coisa que eles fazem. O que é?
Amigo¹: Te roubam.
Amigo²: A "mamãe" (forte influenciador) disse para não chegar perto deles. São como ratos.

E então eles debocham do homem, representando ratos. Fazem sonidos e feições.
Bruno, em momento algum faz comentários desnecessários, impróprios ou discriminador. Mostra um olhar penetrante e algo na sua essência desaprova aquelas atitudes.

Todos os amigos dão gargalhadas do homem, e dão início a corrida novamente. Bruno olha para o homem e balança a cabeça, com ar de desaprovação de fato.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Pecado



Ele quer arriar as minhas calças no parque. Me chamar de viadinho talvez seja uma boa idéia. Ele gosta de tapar a minha boca. Mas não gosta de beijá-la.

Ele é insaciável e me domina. Ele é superior, frio. È mais velho.
Ele quer que eu coloque as mão na árvore.

E diz: Que bundinha gostosa!

Eu sinto o contato e ouço o barulho. Ele sente tesão com isso.

Ele entra em trase. E sigo seus passos.

Ele respira fundo e se movimenta rápido.

Pronto.

Ele gozou.

Pronto.

Ele me usou.



Um grande beijo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Zé Celso










Minha admiração partiu de "Os Sertões". Com os meus dezesseis anos de idade aquilo fora absurdamente novo para mim. Em momento algum eu fechei os olhos. Eu sentia um certo desejo.

Hoje está um dia frio. Estou tremendo, minha casa é ampla e aberta. Estou nu. Quero que meu texto siga de fato a intensidade da escrita.

Meu pau está murcho, ele também está com frio.
Estava comentando com a minha amiga Tuca sobre esse gênio sexual. Ela discorda comigo em alguns pontos, ela acha uma exploração desnecessária.

Eu sigo o pensamento, de que corpo é corpo, físico e matéria. Se não fosse tão apegado a moda perguntaria:
Pra quê roupas?

Essa é a minha ótica do Zé. Talvez a dele seja outra.

Amo escrever, e tenho uma certa recaída em atuar. Espero muito um dia poder mostrar minha bunda, meu pau ou pênis. Como queiram.
Pois são as coisas que chocam. E eu ouso.

Eu sou extremamente sexual. Agora estou de quatro. O que eu entendo por inspiração me afaga nessa posição.

"Zé, estou pensando em me masturbar de uma forma técnica".


O diretor, autor e ator Zé Celso está no Itaú Cultural na segunda edição do projeto Ocupação. Por meio de cenários, videos, filmes, projeções, fotos, cartazes, e lambe-lambes. Para quem gosta desse gênio como eu, não pode perder.


Visitação:

Vai até domingo 6 de setembro.
Terça a sexta das 10h às 21h
Sábado, domingo e feriado das 10h às 19h

Entrada Franca.
Itaú Cultural - Avenida Paulista, 149. Estação Brigadeiro do Metrô.
Fone: 11 2168 1777


Um grande beijo.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Penso, logo existo.

Essa é uma frase intensa.
Me identifico. O mundo precisa de mim.

Penso, mas não executo.
Escrevo.

Escrevo para conseguir com que ao menos a folha de papel me entenda.
Quero oportunidade.

Crescimento.

Cansei de levar uma vidinha noturna de um ainda adolescente intenso.
Quero mais.

Anseios de viver é o que sinto. E escrever faz com que esses sentimentos se aflorem.

"Eu acredito que, acreditar em si é um começo"

Um grande beijo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Flower Power ... Paz & Amor

40 anos do Woodstock ... "Uma Exposição Aquariana de 3 Dias de Paz e muita Música".


Foi um marco para a contracultura, organizado na fazenda de Max Yasgur em Bethel, no estado de Nova York, em agosto de 1969, hauahua nem minha mãe era nascida.
Originalmente, o festival deveria ocorrer na pequena cidade de Woodstock, também estado de Nova Iorque, onde moravam músicos como Bob Dylan. Mas a população não aceitou, o evento mobilizou entorno de meio milhão de pessoas lutando a favor da “Flower Power” (Poder das Flores) que foi um slogan usado pelos hippies dos anos 60 até o começo dos anos 70 como um símbolo da ideologia da não-violência e de repúdio à Guerra do Vietnã.
Hoje temos outros motivos não menores do que os de 40 anos atrás para lutarmos, o que nos falta é coragem e força de vontade para iniciarmos uma luta.
O que devemos fazer é nos unirmos e utilizarmos nosso Poder das flores para acabarmos com todos esses problemas existentes e até mesmo criados por nossa geração.
Encerro usando a frase de uma amiga “A gente não precisa de movimento de massa para fazer algo”.

Paz e Amor.
Thiago Cohen


O festival mais paz&amor que já aconteceu completa-se quarenta anos e até hoje é lembrado e discutido.


Muito se fala da loucura, das drogas, do sexo livre, da música e arte que rolou no evento... Porém o que mais vale salientar é o pensamento das pessoas que lá estavam. Independentemente da idade, a mobilização era por um pensamento mais crítico. Pois com ele, poderiam vir mudanças de maus valores e comportamentos (como por exemplo: consumismo exagerado, guerras) que se tornaram maus hábitos. Uma contestação social geral! Estando ciente disso, ao invés de pensar: "Nasci na época errada", preferi viver uma grande utopia (ou não) nessa semana:
"Como Woodstock foi bom... Que saudade!"

Mariana Colombi