Tentei mudar a compostura de minha irmã. Na verdade tentei mostrar o caminho. Não fiz disso obrigação. Ela é igual a tudo e todos.
Eu prezo a diferença, aflorar a essência.
Pensar e de alguma forma se expressar. Fugir dessa alienação. Fugir dessa ideologia que nem temos culpa de ter. Alguns conseguem se esquivar. Outros nem conseguem perceber sua própria ação.
"Eu sou assim".
Frase clichê.
Medo de arriscar uma mudança, medo dos outros olhos. Medo das outras bocas. Medo das mãos deles.
Medo, puro medo.
Por meio de uma ideologia que nos obrigaram a acreditar, hoje sou um alienado ainda. Fujo desse universo que não pertence a minha geração. Como diz meu amigo Thiago Cohen, temos que desconstruir o que nos fizeram acreditar sem opção. O que foi dito, foi absorvido. "Vale", "Não vale", "Pode", "Não pode", "È certo", "È errado". Desconstruiremos e então partiremos para o princípio. Com bom senso, claro.
Queria um mundo com respeito, educação e amor. Respeitando uns aos outros. Mesmo com suas diferenças.
Mas, como se faz isso?
Talvez o que acabo de escrever seja uma ideologia, na verdade é. Porém, modéstia. Acredito que há fundamento.
IDEOLOGIA: Ciência das idéias. Conjunto de idéias, crenças, tradições, princípios e mitos sustentados por um indivíduo ou grupo social, de uma época, de uma sociedade.
ALIENAÇÃO: Afastamento, alheamento. Transferência de um bem ou direito para outra pessoa. Indiferença ás questões políticas ou sociais. Loucura, perda da razão.
Nos extras do filme "O menino de pijama listrado", muito bom por sinal. Representa bastante o que escrevi. A cena mostra um grupo de crianças. Todos felizes e correndo (simbolizam uma brincadeira utilizando os braços). Por viverem na era Hitler os Judeus eram absurdamente discriminados como se sabe pela história.
Uma das crianças, estando a frente dos outros, pára de correr e segura os outros. Ao verem um homem diferente de seus universos, um "judeu" todos se afastam. Levando Bruno consigo para o extremo do tal homem, Bruno é um garoto estremamente ingênuo.
Daí então parte os comentários:
Bruno: Quê. (O que está acontecendo?)
Amigo¹: Não quer ter dienteria, quer?
Disenteria. Diarréia.
È o que se pega deles, e lepra também.
Outro amigo, que parece assustado pergunta.
Amigo²: Tem mais uma coisa que eles fazem. O que é?
Amigo¹: Te roubam.
Amigo²: A "mamãe" (forte influenciador) disse para não chegar perto deles. São como ratos.
E então eles debocham do homem, representando ratos. Fazem sonidos e feições.
Bruno, em momento algum faz comentários desnecessários, impróprios ou discriminador. Mostra um olhar penetrante e algo na sua essência desaprova aquelas atitudes.
Todos os amigos dão gargalhadas do homem, e dão início a corrida novamente. Bruno olha para o homem e balança a cabeça, com ar de desaprovação de fato.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
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Acredito na possibilidade de mais amor e respeito, será utópico? Acredito no trabalho de formiguinha, não sei se podemos fazer isso em sentido mundial, mas tento trazer isso para as relações próximas, mostrar...
ResponderExcluirTenho percebido progressos...
Também penso algo às vezes: Será q ter a mente aberta, não significa, ao máximo, aceitar as idéias fechadas do outro???
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